Blog Católico


10/01/2010

Santo Agostinho



Venha, Senhor e trabalha.
Estimula-nos e incita-nos.
Desperta-nos, impele-nos adiante.
Seja perfumado como as flores
e doce como o mel.
Ensina-nos a amar e prosseguir.


 

Salmo 23

O SENHOR é o meu pastor, nada me faltará. Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranqüilas. Refrigera a minha alma; guia-me pelas veredas da justiça, por amor do seu nome. Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam. Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda. Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na casa do SENHOR por longos dias.

Salmo 145


Eu te exaltarei, ó Deus, rei meu; e bendirei o teu nome pelos séculos dos séculos. Cada dia te bendirei, e louvarei o teu nome pelos séculos dos séculos. Grande é o Senhor, e mui digno de ser louvado; e a sua grandeza é insondável. Uma geração louvará as tuas obras à outra geração, e anunciará os teus atos poderosos. Na magnificência gloriosa da tua majestade e nas tuas obras maravilhosas meditarei; falar-se-á do poder dos teus feitos tremendos, e eu contarei a tua grandeza. Publicarão a memória da tua grande bondade, e com júbilo celebrarão a tua justiça. Bondoso e compassivo é o Senhor, tardio em irar-se, e de grande benignidade. O Senhor é bom para todos, e as suas misericórdias estão sobre todas as suas obras. Todas as tuas obras te louvarão, ó Senhor, e os teus santos te bendirão. Falarão da glória do teu reino, e relatarão o teu poder, para que façam saber aos filhos dos homens os teus feitos  poderosos e a glória do esplendor do teu reino. O teu reino é um reino eterno; o teu domínio dura por todas as gerações. O Senhor sustém a todos os que estão a cair, e levanta a todos os que estão abatidos. Os olhos de todos esperam em ti, e tu lhes dás o seu mantimento a seu tempo; abres a mão, e satisfazes o desejo de todos os viventes. Justo é o Senhor em todos os seus caminhos, e benigno em todas as suas obras. Perto está o Senhor de todos os que o invocam, de todos os que o invocam em verdade. Ele cumpre o desejo dos que o temem; ouve o seu clamor, e os salva. O Senhor preserva todos os que o amam, mas a todos os ímpios ele os destrói. Publique a minha boca o louvor do Senhor; e bendiga toda a carne o seu santo nome para todo o sempre.  

Salmo 91


Aquele que habita sob a proteção do Altíssimo, e descansa à sombra do Onipotente diz ao SENHOR: Tu és meu Deus, o meu refúgio, a minha fortaleza, e em ti confiarei. Porque ele te livrará do laço do caçador, e da peste perniciosa. Ele te cobrirá com as suas plumas, sob as suas asas encontrarás refúgio; a tua fidelidade te será um escudo de proteção. Não temerás os terrores noturnos, nem da flecha que voa à luz do dia, nem da peste que se propaga nas trevas, nem o mal que assola ao meio-dia. Mil cairão ao teu lado, e dez mil à tua direita, mas não serás atingido. Porém, somente com os teus olhos contemplarás, e verás o castigo dos ímpios. Porque tu, ó SENHOR, és o meu refúgio. Fizeste do altíssimo, a tua morada. Nenhum mal te sucederá, nenhum flagelo chegará à tua tenda, porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos. Eles te sustentarão em suas mãos, para que não tropeces em alguma pedra. Pisarás o leão e a cobra; calcarás aos pés o filho do leão e a serpente. Porque a mim se apegou com amor, eu o livrarei; pô-lo-ei a salvo, porque conhece o meu nome. Quando me invocar, eu o atenderei; na tribulação estarei com ele; Hei de livrá-lo, e o cobrirei de glória. Será favorecido de longos dias, e lhe mostrarei a minha salvação.

Oração de São Pe. Pio


“Jesus, Que nada me separe de Ti, nem a vida, nem a morte. Seguindo-Te em vida, ligado a Ti com todo amor, seja-me concedido expirar contigo no Calvário, para subir contigo à glória eterna; Seguirei contigo nas tribulações e nas perseguições, para ser um dia digno de amar-Te na revelada glória do Céu; para cantar-Te um hino de agradecimento por todo o Teu sofrimento por mim. Jesus, Que eu também enfrente como Tu, com serena paz e tranqüilidade, todas as penas e trabalhos que possa encontrar nesta terra; uno tudo a Teus méritos, às Tuas penas, às Tuas expiações, às Tuas lágrimas a fim de que colabore contigo para a minha salvação e para fugir de todo o pecado – causa que Te fez suar sangue e Te reduziu à morte. Destrói em mim tudo o que não seja do Teu agrado. Com o fogo de Tua santa caridade, escreve em meu coração todas as Tuas dores. Aperta-me fortemente a Ti, de maneira tão estreita e tão suave, que eu jamais Te abandone nas Tuas dores. Amém!” 
 
(Padre Pio de Pietrelcina)

Permanecei, Senhor, comigo...


Permanecei, Senhor, comigo, porque é necessária a Vossa presença para não Vos esquecer. Sabeis quão facilmente Vos abandono.

Permanecei, Senhor, comigo, pois sou fraco e preciso da Vossa força para não cair tantas vezes.

Permanecei, Senhor, comigo, porque Vós sois a minha luz e sem Vós estou nas trevas.

Permanecei, Senhor, comigo, pois Vós sois a minha vida e sem Vós esmoreço no fervor.

Permanecei, Senhor, comigo, para me dares a conhecer a Vossa vontade.

Permanecei, Senhor, comigo, para que ouça a Vossa voz e Vos siga.

Permanecei, Senhor, comigo, pois desejo amar-Vos muito e estar sempre em Vossa companhia.

Permanecei, Senhor, comigo, se quereis que Vos seja fiel.

Permanecei, Senhor, comigo, porque, por mais pobre que seja minha alma, deseja ser para Vós um lugar de consolação e um ninho de amor.

Permanecei, Jesus, comigo, pois é tarde e o dia declina... Isto é, a vida passa, a morte, o juízo, a eternidade se aproximam e é preciso refazer minhas forças para não me demorar no caminho, e para isso tenho necessidade de Vós.

Já é tarde e a morte se aproxima. Temo as trevas, as tentações, a aridez, a cruz, os sofrimentos, e quanta necessidade tenho de Vós, meu Jesus, nesta noite de exílio.

Permanecei, Jesus, comigo, porque nesta noite da vida, de perigos, preciso de Vós. Fazei que, como Vossos discípulos, Vos reconheça na fração do pão, isto é, que a comunhão eucarística seja a luz que dissipe as trevas, a força que me sustente e a única alegria do meu coração.

Permanecei, Senhor, comigo, porque na hora da morte quero ficar unido a Vós, senão pela comunhão, ao menos pela graça e pelo amor.

Permanecei, Jesus, comigo, não Vos peço consolações divinas porque não as mereço, mas o dom de Vossa presença, ah! Sim, vo-lo peço.

Permanecei, Senhor, comigo, é só a Vós que procuro, Vosso amor, Vossa graça, Vossa vontade, Vosso coração, Vosso Espírito, porque Vos amo e não peço outra recompensa senão amar-Vos mais. Com um amor firme, prático, amar-Vos de todo o meu coração na terra para continuar a Vos amar perfeitamente por toda a eternidade.



Oração do Padre Pio

9/30/2010

A Eucaristia, pedra fundamental da comunidade cristã


O futuro da Igreja e, consequentemente, da evangelização no mundo passa pela comunidade cristã, onde ninguém é um desconhecido para o outro, onde não existe o anonimato, onde o encontro com Cristo ressuscitado é vital e irreduzível ao mundo das ideias.

Ao longo da história, a Igreja permaneceu sempre na primeira linha de combate em seu impulso evangelizador para levar ao homem à salvação que vem de Jesus Cristo. Na medida em que a comunidade dos crentes foi fiel ao desígnio e à graça de Deus, nela transpareceu e deu-se o principal milagre moral que é a comunhão amorosa entre as pessoas. Nesse sentido, os sinais dos tempos apontam não mais para uma Igreja de massas e de números, mas para uma Igreja de comunidades cristãs espalhadas por toda a terra que, à semelhança do grão de mostarda que morre para dar fruto, sejam sinal da unidade e do amor de Cristo para com a humanidade. Os modelos antigos de pastoral aos quais a Igreja recorria para não sustentar seus fiéis não têm mais futuro neste mundo globalizado. Hoje, mais do que nunca, a Igreja é chamada a retornar às suas raízes, isto é, a voltar para uma espiritualidade de comunhão alicerçada na iniciação cristã.

As necessidades e o ambiente cultural que nos envolvem deixam reluzir os efeitos de uma sociedade desumanizada e dessacralizada que precisa com urgência do amor exprimido e vivido no sacramento da eucaristia. Desse modo, o futuro da Igreja, e conseqüentemente da evangelização no mundo, passa pela comunidade cristã, onde ninguém é um desconhecido para o outro, onde não existe o anonimato, onde o encontro com Cristo ressuscitado é vital e irreduzível a idéias ou conhecimentos teóricos. A comunidade – corpo de Cristo - humaniza e reconstrói assim no homem a imagem de Deus, cujo amor é o fundamento de todas as coisas. Mudando o coração do homem, sem dúvida alguma mudam também as suas relações com as demais pessoas e com a criação que o circunda.

Os mistérios divinos encerrados na eucaristia nos fazem presente o sentido que tem a nossa vida temporal, porque nos dirigem o olhar para a vida divina que Deus preparou para nós desde antes da criação. Podemos entrar em comunhão com Deus se reconhecemos no rosto do irmão àquele que se fez menininho e abrangível para amar-nos e ser amado. No mistério da encarnação, cujo solene momento celebrar-se-á no Natal, Deus tornou-se frágil e dependente a fim de vencer as nossas reticências e fazer-se amar por todos. Precisamente, os mistérios de Jesus que celebramos no Natal deveriam levar-nos a ver no irmão alguém que faz parte de mim e que precisa da minha amizade, até o ponto de ser acolhido e valorizado como dom de Deus para mim. Será desse modo como o egoísmo, a competição e as rivalidades cairão por terra diante daquele que, sendo Deus, se fez pobre para enriquecer-nos a todos nós com a sua natureza divina, que nunca morre.

O Espírito Santo continua suscitando novas comunidades e movimentos eclesiais dentro das paróquias para que as Igrejas locais cumpram a sua missão como 'casas e escolas de comunhão' mediante o fortalecimento dos seus vínculos com a Igreja universal em meio desta cultura caracterizada pela desunião e a divisão. Será assim que a Igreja renovar-se-á em sua vida e ardor missionário, tendo a eucaristia como centro e ápice da sua entrega por amor a Deus e ao mundo. No termo da história humana, já não haverá mais a eucaristia como sacramento porque viveremos na presença de Jesus enquanto eterno dom de amor – comunhão, pois como diz São Paulo: “A caridade jamais passará” (1Cor 12, 8). E até esse fim dos tempos, a Igreja é e continuará sendo sinal de contradição e sinal do grão de mostarda que, morrendo, dará frutos de vida eterna em beneficio da humanidade que a persegue e a despreza.
Marcos Sabater Muñoz
Seminarista do Seminário Redemptoris Mater